sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Vamos viver tudo que há pra viver

Tanto o poema quanto a música colocados abaixo foram escolhidos para que possamos aproveitar cada minuto de nossas vidas da melhor maneira possível como se fosse o derradeiro. Precisamos viver nossa vida com urgência, pois essa é breve e devemos de qualquer forma, não importa como, ajudar a todos aqueles necessitados.
O poema que segue abaixo foi escrito por Ferreira Gullar. Este se chama "Meu povo, meu poema". Decidi colocá-lo aqui pois percebe-se a cada dia que passa que os valores morais estão cada vez mais escassos, o respeito e os valores humanos também. Isso porque o povo não recebe a educação merecida desde sua infância, que é a principal etapa da vida na qual se forma o futuro cidadão. Logo, ambos servem de alerta não só para mim, como para todos.


Meu Povo, Meu Poema
(Ferreira Gullar)

Meu povo e meu poema crescem juntos
Como cresce no fruto
A árvore nova

No povo meu poema vai nascendo
Como no canavial
Nasce verde o açúcar

No povo meu poema está maduro
Como o sol
Na garganta do futuro

Meu povo em meu poema
Se reflete
Como a espiga se funde em terra fértil

Ao povo seu poema aqui devolvo
Menos como quem canta
Do que planta



Já a letra de música que coloco aqui resume bem a idéia de aproveitar a vida ao máximo. O verdadeiro Carpe diem.


Último Dia
(Paulinho Moska)

Meu amor,
O que você faria se só te restasse um dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia?

Meu amor,
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Corria prum shopping center
Ou para uma academia?
Pra se esquecer que não dá tempo
Pro tempo que já se perdia?

Meu amor,
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Andava pelado na chuva?
Corria no meio da rua?
Entrava de roupa no mar?
Trepava sem camisinha?

Meu amor,
O que você faria, hein?
O que você faria?
Abria a porta do hospício?
Trancava a da delegacia?
Dinamitava o meu carro?
Parava o tráfego e ria?

Meu amor,
O que você faria se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?

Meu amor,
O que você faria?
O que você faria?
Se o mundo fosse acabar
Me diz, o que você faria?
Me diz, o que você faria?
Me diz, o que você faria?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A falta de SEXO

Hoje será um tema diferenciado para descontrair um pouco. A falta de SEXO na vida de uma pessoa. É uma história comovente, mas que realmente é necessário parar pra pensar neste detalhe não menos importante.


Todo mundo que conheço e que tem um cachorro costuma chamá-lo de Rex, Dog, ou algo do tipo. Como eu queria ser diferente, resolvi chamá-lo de "Sexo".
Mas agora, Sexo é muito embaraçoso para mim. Quando fui à prefeitura renovar a licença dele, disse ao funcionário que queria uma licença para Sexo. O funcionário me falou que também queria uma para ele!
Então falei que era para um cachorro, e no mesmo instante ele disse que não se importava com o tipo de vida dos outros.
Eu disse: "- Você não entende? Eu tenho Sexo desde os 9 anos de idade."
E ele replicou: "- Você devia ser um garoto bem precoce!"

Quando resolvi casar, disse ao padre que gostaria de ter Sexo na igreja durante a cerimônia de casamento.
Ele falou que eu teria que esperar a cerimonia acabar.
Eu disse: "- Mas Sexo tem uma grande importância na minha vida. Meu mundo gira em torno de Sexo."
Nisso, o padre me falou que não gostaria de ficar ouvindo sobre a minha vida pessoal, e que não nos casaria na igreja dele.
Então, contei ao padre que todos os familiares e convidados gostariam de ter Sexo na igreja.
No dia seguinte, casei apenas no civil e minha família foi banida da igreja para sempre.

Quando fomos para a lua de mel, levamos Sexo conosco. Ao chegar no hotel, pedi um quarto para minha mulher, para mim e um especial para Sexo.
O atendente disse que todos os quartos eram bons para sexo.
E eu: "- Você não entende? Sexo me mantém acordado a noite toda!"
E o atendente: "- E a mim também!"

Um dia inscrevi Sexo numa competição, mas ele sumiu. Um outro competidor perguntou o que eu estava procurando. Falei que gostaria de ter Sexo na competição. Ele retrucou dizendo que eu estava na competição errada.
"- Por favor!", implorei. “Eu quero ter Sexo na TV!"
O competidor chamou os seguranças, e me colocaram para fora do local.

Quando me divorciei, fomos ao fórum, brigar pela custódia do cão.
Eu disse: "- Meritíssimo, eu tinha Sexo antes do casamento, mas ele me abandonou depois que casei."
O Juiz lamentou: "- Comigo ocorreu o mesmo..."

Ontem à noite Sexo fugiu de novo. Procurei durante horas, até que um policial perguntou o que eu estava fazendo na rua às 4 horas da manhã.
Eu disse que estava procurando por Sexo. Meu caso vai a julgamento semana que vem...

Bem, agora eu estou na cadeia, divorciado, com mais problemas com o cachorro do que eu poderia imaginar.
Quando fui à primeira sessão com o psiquiatra, ele perguntou qual era o meu problema. Assim, lhe contei. "- Sexo sempre foi meu melhor amigo, porto da minha vida.
Mas, agora ele me abandonou, e sem Sexo eu estou tão sozinho que não tenho mais razão para viver."
E o doutor: "- Sexo não pode ser o melhor amigo de um homem. Por que você não compra um cachorro?"

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Revolta particular

Meu primeiro post do blog será com um poema do Gregório de Mattos para expressar meu sentimento de revolta após a confirmação da vitória de Eduardo Paes na eleição da prefeitura do Rio de Janeiro. Mesmo não simpatizando muito com ele, espero que realmente cumpra tudo aquilo prometido em sua candidatura, no mais, seja o que Deus quiser.

Que falta nesta cidade? Verdade.
Que mais por sua desonra? Honra.
Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.